Uma  palavra pequena que faz um transtorno danado na cabeça das pessoas. Disfunção sentimental é o que a palavra “ficar” causa no coração.

Tudo bem, sabemos que temos momentos na vida em que queremos beijar sem compromisso e depois não ter cobrança nenhuma. Mas às vezes você conhece esse alguém, que o beijar vai além, e vocês se relacionam. Você sente algo especial e quer conhecer essa pessoa, quer ter intimidade com ela. Só que essa intimidade não chega e acaba na história de fiquei hoje, amanhã não fiquei e mês que vem talvez a gente fique novamente. Porque você não quer acreditar que aquela sensação boa seja passageira.  Já passou por isso? É, normal… A geração do amor liquido vivencia isso sempre.

Mas não pensem que a coisa do ficar começou agora na geração do Tinder.  A coisa do ficar sempre existiu, a diferença é que… Antes as pessoas se tratavam com o amor livre, ninguém era dono de ninguém, mas ainda assim havia respeito. O amor era romântico e não bagunçado.

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Vamos tentar definir esse verbo,pra ver se resolvemos a questão.  No Google, a definição de ficar é bem mais simples do que nas nossas cabeças. “ficar designa uma relação afetiva sem compromisso em que, normalmente, não tem associação uma componente de fidelidade, já que a sua natureza é, normalmente, passageira. O ficar com alguém pode resumir-se a um encontro de apenas um dia ou uma noite ou prolongar-se por tempo indeterminado, porém, não muito longo”.

Legal em hein? Mas vai explicar isso pro coração. Quando você está com alguém com que sente uma conexão, quando você perde o fôlego, as palavras e a noção do tempo ao estar com ela o “ficar” se torna um problema. Você começa a acreditar que ficar doando um pouco de você, dos seus sentimentos pode se tornar uma pratica não saudável e é isso que  esse ato faz com as pessoas. Essa palavrinha  “ficar”, nos tornou pessoas não saudáveis no amor.

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Em Sex And The City Charlotte tenta se casar com todos os casos de amor que ela tem durante a série. No meio da história ela se cansa e diz que já namorou muito e que não chegou a nenhum fluxo seguro.
Hum, veja bem… Hoje as pessoas se encontram, se beijam, se relacionam e depois se despedem como se fossem amigas. Depois voltam a se relacionar e  se beijar. O que tudo isso virou?  Minha amiga monossilábica diz que tudo se trata de “paixão momentânea”. Talvez seja isso mesmo, confundimos amor com paixão. Isso já é bem confuso, aí começa essa coisa de fiquei com ele, tô ficando com ela não chegamos a lugar nenhum. Mas não quero acreditar que você viva uma coisa especial com alguém e acaba. É tudo muito confuso.

Talvez o ficar seja mais fácil, porque se caso der errado não tem cobrança, não tem arrependimento e você não precisa ter a pressão de terminar algo caso não dê certo… Mas até que ponto essas relações tão fáceis de viver são boas? Uma amiga contou que pra ela o ficar se tornou um roteiro amoroso sem final “ Eu acredito que queremos ter alguém do nosso lado, mas sem as responsabilidades de um relacionamento. Só que gostamos de ter uma pessoa fixa”.

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Doido não?  Ausência de compromisso se tornou uma coisa cativa em vários corações. Será que uma pessoa fixa não faz despertar sentimentos. Talvez o ficar seja mais fácil de viver. Mas nos torna egoístas de sentimentos. Provamos o começo da relação, mas não aproveitamos a melhor parte que é o depois da paixão. É a intimidade, é aprender com o outro é viver experiências juntos e não levar uma vida +/- no amor.

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